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Casos de Caxumba voltam a crescer!

Casos de caxumba crescem 110% nos quatros primeiros meses do ano

Número pulou de 480 para 1.009 de janeiro a abril do ano passado para este ano

Casos de caxumba crescem 110% nos quatros primeiros meses do ano

Os números de caxumba no Estado do Rio aumentaram 110,21% nos quatro primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde informou que de janeiro a abril de 2019, foram registradas 1.009 notificações da doença, sem ocorrência de óbito, enquanto, que nos mesmos meses de 2018, foram registrados 480 casos.

No Brasil, a doença não tem notificação compulsória. No entanto, segundo a Prefeitura do Rio, toda a ocorrência de surtos em instituições fechadas (ocorrência de dois ou mais casos de Parotidite em determinado espaço geográfico e relacionados no tempo) no país deve ser notificada.

Não existe tratamento específico, a recomendação é de repouso, analgesia e observação cuidadosa quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. A prevenção, no entanto, é feita por meio da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e da tetraviral, que corresponde à segunda dose da tríplice viral mais uma dose da varicela sarampo. Segundo o esquema vacinal recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações, a administração da tríplice viral deve ocorrer aos 12 meses de idade, enquanto a tretraviral aos 15 meses de idade.

Após denúncia de uma série de casos da doença em uma escola estadual em São Cristóvão, na zona norte da cidade, o Destak entrou em contato com as secretarias para confirmar o caso. Segundo a SMS, os casos estão sendo apurados, mas ainda não confirmação. “No momento, não tem nenhum aluno com sintomas da doença. Todos os casos suspeitos são de maio”, diz em nota. A pasta também informou que as equipes de saúde realizaram vacinação na escola, após conferência das situações vacinais dos alunos e profissionais, na última sexta-feira (7).

“A Divisão de Vigilância em Saúde da CAP 1.0 foi comunicada na última segunda-feira, 3 de junho, sobre suspeita de surto de caxumba no Colégio Estadual Professor Ernesto Faria, em São Cristóvão, iniciando processo de investigação epidemiológica”, explicou. Na última terça-feira (4), “a escola enviou a relação de alunos com suspeita de terem contraído a doença”, escreveu. Já na última quarta-feira (5), a escola “foi visitada por profissionais de saúde para levantamento de mais informações sobre os estudantes”.

“Os casos suspeitos já levantados são de alunos entre 17 e 20 anos, que apresentaram os primeiros sintomas a partir do início de maio. Pelos endereços de residência, os pacientes estão sendo identificados por suas unidades de Atenção Primária de referência, que farão o acompanhamento dos casos”, continuou. A pasta informou que a coordenação da área visitou a escola na última quinta (6) e sexta-feira (7). A pasta lembrou das vacinas e ressaltou que “adolescentes e adultos que não tenham tomado as vacinas para caxumba na infância ainda podem tomar a Tríplice Viral, conforme esquemas vacinais específicos do adolescente e do adulto”.

A Secretaria de Estado de Educação afirmou que “tão logo houve a suspeita de casos de alunos com caxumba, a direção do Colégio Estadual Professor Ernesto Faria, em São Cristóvão, imediatamente, comunicou à Clínica da Família da região e afastou os jovens que apresentavam sintomas da doença, até que se restabeleçam completamente”. No entanto, a pasta não esclareceu a quantidade de casos.

A caxumba é uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. A transmissão ocorre por via aérea, disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas.

O período de incubação é de 12 a 25 dias, sendo, em média, de 16 a 18 dias. O período de transmissibilidade varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas até 9 dias após o surgimento dos sintomas.

Fonte: https://www.destakjornal.com.br/cidades/rio-de-janeiro/detalhe/casos-de-caxumba-crescem-110-nos-quatros-primeiros-meses-do-ano

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